sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Não somos imprescindíveis

kardec

Refletindo sobre a morte e como ela parece ser o ultimo golpe contra o nosso orgulho. Aceitemos ou não, ela chegará para todos. Muitos de nós tem a sensação de sermos imprescindíveis, de que certas pessoas nada seriam sem a nossa presença, de que o mundo pararia se não estivéssemos nele. Isto se dá tanto para os encarnados quanto para o desencarnados. Há pessoas que pensam assim sobre o trabalho, outras sobre os amigos e a maior parte sobre a família. Puro orgulho. Não somos essenciais para ninguém. Apenas Deus é onipresente.
Lembre-se do filme do Andre Luis, ou do livro, caso já tenho lido, quando ele desencarnado volta para visitar seus entes queridos. Ele, transtornado, vê sua família bem e em seu lugar já se encontra outra pessoa, por ele desconhecida. Ele deve perdoá-los? Não, porque não são eles que precisam de perdão. André Luiz é quem precisa de perdão por se achar tão necessário e imprescindível.
Essa vida não passa de prova e temos que prosseguir seguindo os Desígnios de Deus. Somente a ele devemos no subjulgar.
Somos todos irmãos, filhos de um só Pai, então nossa família é enorme. Entendamos de uma vez por todas que a valia de nossos sentimentos só dizem respeito a nos. Amemos os entes queridos sem a pretensão de subjugá-los.
Aquilo que fazemos de bem aos outros somente se somará como a felicidade de servir. Somente quando servimos sem exigir nada em troca é que aprenderemos a enxergar um universo inteiro de felicidade que depende apenas de nos mesmos.
Ama e serve a Deus sobre todas as coisas, seguindo seus ensinamentos e ao próximo como a si mesmo. Este é o caminho que Jesus nos deixou.

Sinsan

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